DOENÇA DE HAFF (ARTIGO) - Doença da urina Preta

A Síndrome de Haff é uma patologia que pode progredir para um quadro grave – a rabdomiólise. Pacientes que apresentam essa síndrome relataram ter ingerido pescado nas últimas 24 horas.




A sindrome de Haff é rara e foi relatada pela primeira vez na região do Báltico em 1924, sendo definida como um quadro de rabdomiólise inexplicada em pessoas que consumiram peixes em 24 horas (FENG et al., 2014), e crustáceos de água doce, tendo como agente etiológico uma toxina não identificada (TOLESANI JÚNIOR et al., 2013).


Desde o primeiro caso, outros foram relatados na Suécia, na ex-União Soviética, nos Estados Unidos, Brasil e China (TOLESANI JÚNIOR et al., 2013). Nos nove anos seguintes após a primeira descrição, surtos similares afetaram um número estimado de mil indivíduos, com ocorrência sazonal no verão e outono junto ao litoral do lago Königsberg.


A ingestão de peixe, geralmente cozido, era comum entre os que adoeceram, e as espécies de peixe associadas à doença incluíram o Lota lota, Anguilla anguilla e Esox sp Figura 1A, B e C respectivamente. Ocorreram também relatos de aves marinhas e gatos mortos na natureza após ingerirem peixe (TOLESANI JÚNIOR et al., 2013). Em outubro de 2008, foi relatado um surto de 27 casos de doença de Haff associada com o consumo de Mylossoma duriventre (pacu-manteiga), Colossoma macropomum (tambaqui) e Piaractus brachypomus (pirapitinga), peixes do norte da região amazônica Figura 1D, E e F (SANTOS et al, 2009).


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