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Treinamento de restrição de fluxo sanguíneo após procedimentos ortopédicos


    JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) - Published Online:February 19, 2026
JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) - Published Online:February 19, 2026

Treinamento de restrição de fluxo sanguíneo após procedimentos ortopédicos:

A reabilitação pós-operatória é fundamental na cirurgia ortopédica, porém limitações iniciais, como dor, imobilização e restrição de carga, favorecem atrofia muscular e osteopenia por desuso, retardando a recuperação. O treinamento com restrição de fluxo sanguíneo (Blood Flow Restriction Training – BFRT) surge como estratégia promissora, permitindo ganhos de força e hipertrofia com cargas baixas (20–40% de 1RM), reduzindo o estresse mecânico sobre tecidos em cicatrização.


Esta revisão de escopo analisou estudos que aplicaram BFRT até seis meses após cirurgias ortopédicas. Foram incluídos 30 estudos (831 pacientes), majoritariamente ensaios clínicos randomizados, com predominância de procedimentos no joelho, especialmente reconstrução do LCA.


Observou-se grande variabilidade nos protocolos quanto ao momento de início, pressão de oclusão, duração das sessões e número de repetições. O protocolo mais comum foi 30-15-15-15 repetições com pressão equivalente a 80% da pressão de oclusão arterial.


Os desfechos mais avaliados foram força muscular, dor, volume muscular e medidas funcionais específicas. Em geral, os resultados sugerem que o BFRT é eficaz na prevenção da atrofia e na melhora da força no período pós-operatório precoce.


Entretanto, os estudos apresentam amostras pequenas, seguimento curto e heterogeneidade metodológica significativa.


Conclusão


O BFRT é uma modalidade emergente e promissora na reabilitação ortopédica pós-operatória, especialmente por possibilitar estímulo hipertrófico com baixa sobrecarga mecânica nas fases iniciais da recuperação.


Contudo, a literatura atual é marcada por heterogeneidade de protocolos, curta duração de acompanhamento e predominância de estudos envolvendo o joelho, o que limita a padronização de recomendações e a generalização para outros procedimentos.


Há necessidade de ensaios clínicos randomizados com maior rigor metodológico, amostras adequadas, seguimento prolongado e padronização de protocolos e desfechos. Apesar das limitações, o BFRT pode ser considerado um complemento relevante na reabilitação precoce, desde que aplicado com critério clínico e monitoramento adequado.


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